Sobre as Redes
As Redes Sociais se tornaram a nova potência mundial e os mais atentos já se deram conta disso, embora tenha ficado óbvio demais durante a posse do Trump nos EUA.
Ver Zuckerberg e Musk em lugar privilegiado e, mais Musk liderando uma das pastas do novo governo estadunidense é extremamente preocupante e, de certa forma, explica muito bem um dos motivos de o Musk querer tanto comprar o Twitter, embora eu acredite piamente que não era o seu objetivo inicial -seu objetivo inicial era tão somente fazer birra -, mas, vendo o potencial de influência que a rede social lhe proporcionou em que ele acredita que foi quase que alçado ao status de um deus em uma realidade tecnológica e isso é ainda mais potencializado, quando Musk financia com milhões a campanha de Donald Trump e consegue até ser integrado ao novo governo dos EUA.
Uma figura que estava na posse de Trump em lugar de honra também era Shou Zi Chew, CEO do Tik Tok, mas esse daí eu acredito que não tenha tido muita escolha, uma vez que ele viu a plataforma que ele gerencia foi enviada goela abaixo em uma manobra política que só foi aceita para que o Tik Tok não perdesse de uma tacada só 170 milhões de usuários. Chantagem barata pura e simplesmente.
Ao longo dos anos, principalmente de 2012 para cá, temos notado a influência das redes sociais para fins políticos, sejam eles positivos ou negativos. Porém, com a agenda da extrema-direita, países como nós, o Brasil, tivemos uma eleição em 2018 pautada em notícias falsas e difamações absurdas sobre opositores em um delicado momento onde pessoas entre 45 e 65 anos passaram a utilizar as redes sociais, mas ainda não entendiam e dominavam e acreditavam que se estava na internet, era real. Na verdade, eles confiavam em pessoas que viam neles apenas bodes expiatórios para que alcançassem um fim, não importa o quanto fosse necessário desrespeitar a inteligência alheia.
E não me levem a mal. Eleições sempre usaram práticas de difamar opositores, mas a escala com que isso foi feito nunca foi visto antes.
Se por um lado tínhamos um povo que começou a usar as redes para pressionar a agenda política por medidas que beneficiavam o povo, o outro lado, com intenções ruins e muito mais dinheiro, passou a utilizar para benefício próprio.
Pelo mundo inteiro aconteceram as chamadas revoluções coloridas para manipular as massas e derrubar governos se isso fosse de interesse da agenda dominante.
As Redes Sociais tiveram uma influência direta nesses eventos que passou a ser combatido depois que uma parcela de pessoas passou a denunciar o estrago que as Redes Sociais vinham proporcionando ao redor do globo.
Homens como Zuckerberg e Musk, já bilionários, não conseguem mais se saciar. Eles já possuem a fortuna, já possuem a influência, mas falta algo, falta o poder.
E assim, vão se entrincheirando na atual maior potência mundial para conseguir ainda mais e mais.
Seus esforços, porém, não estão passando desapercebidos. Muitas denúncias tem sido feitas, mas medidas reais, justamente pelo meio da política, precisam ser tomadas para frear o avanço dos insaciáveis bilionários.
Eu considero uma vitória do Brasil que, por meio de Alexandre de Moraes ter sido firme em sua decisão contra o Elon Musk que, por meio do X, tentou agitar os brasileiros contra o nosso judiciário, uma vez que a provocação feita no perfil do Alexandre em uma postagem antiga, causando reboliço em uma tentativa de manipular as massas... mas o Musk não contava com o apoio colossal da maioria a favor do Brasil - não gostamos que estrangeiros se metam em nossos assuntos.
Embora haja ainda resistência, as Redes Sociais tem um enorme impacto social e é inegável o poder que está nas mãos dos não eleitos.
E o olho que tudo vê, de fato, está vendo tudo.
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