Há um termo que descreve o sistema político em que nós, brasileiros, estamos inseridos:
Teatro das Tesouras.
A tesoura possui duas lâminas, mas uma lâminas se diz ser diferente da outra, porém, cortam igual e dependem uma da outra para cortar, por isso, tesoura.
O teatro é porque tudo não passa de uma encenação.
O termo foi cooptado pela extrema direita para se colocarem como diferentes a seus oponentes, os "diferentões", os antissistemas - mas já sabemos que são tudo farinha do mesmo saco - apenas tentando controlar narrativas.
Porém, quando se olha para o modelo político aplicado e as regalias para si e ausência de políticas públicas efetivas, trata-se da exata mesma peça, só que com atores diferentes.
O governo Lula se apossa das aberrações produzidas pelo Bolsonaro como os 100 anos de sigilo, gastos abusivos das contas presidenciais, flagrante negligência com desmatamento - que todo ano só cresce -, implementação de políticas econômicas que nem o Bolsonaro deixou o Guedes implementar, mas o Haddad implementou - a citar a "taxação das compridas da Shein" como é vulgarmente conhecida a taxação de compras internacionais - entre outras coisas escandalosas que agora não lidam com o contraditório, a indignação, pois os movimentos de esquerda preferem pagar o preço em manter o poder junto com os traidores, a correr o risco de começar uma agenda de manifestações que possa fortalecer o outro lado, se tornando, assim, tanto refém, quanto cúmplice.
A tragédia está dada!
A extrema direita é sim infinitamente mais perigosa do que a esquerda, que quanto a isso não haja dúvidas, porém a esquerda insiste em nos empurrar cada vez mais para o abismo.
Muitos já caíram, sobraram poucos para segurar a retaguarda. E enquanto isso, eles crescem e nós minguamos.
Pois os que verdadeiramente se indignam não possuem uma figura de liderança para se organizar e o líder dos "aliados" alcançou o poder e só quer continuar com o espetáculo.
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